abacaxi
Falamos de São Paulo - as duas eram de lá- de Paris, NY, do mundo e dos arredores. Papo de multicidadãos. Eu disse pra elas que o meu primeiro travelling por NY, do aeroporto até ali, tinha me botado de botina, carça cotó e pito de paia -jeca total. Me sentia uma partícula de caspa no sopé da pirâmide dourada.
E olha que eu vinha de dois anos de Paris, que não é exatamente Botucatu. Eu estava pasmo, disse às duas, pasmo. Não tão pasmo quanto dizia, porém; era só o velho truque de hipervalorizar o reino alheio para ser bem recebido pelos súditos de ego inflado.
Eu soltava porras admirativos o tempo todo. "Porra, Nova York é uma horta de nabos eretos", eu disse, me referindo à concentração de arranha-céus. Elas se desmanchavam em gargalhadas coas minhas frases. Fazer as mulheres rirem é meio caminho andado pra entrar na vida delas. Brindamos, então, à horta de nabos.
Luxo e galhofa. Êta nóis...
2 comments:
meninão... esse é um dos posts que fazem o charme do eigenvalue. totalmente nonsense. não entendi lhufas do que vc queria dizer, e isso é bom.
a idéia é exatamente essa Gabriel... sem nonsense sempre que possível.
Infelizmente, não é sempre que dá... aquele negócio de alter-ego, saca?
abs,
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