Tuesday, July 18, 2006

E se ...

Um pouco atrasado talvez, segue o texto do grande amigo Kako Pinheiro ( nome de jornalista famoso , ou de DJ ) ... com o que se parecem os jogadores da nossa “seleção” ?

Dida - segurança de boate, das classudas. Nunca precisou amassar o terno preto - até porquê com aquele tamanho, e aquela cara que exibiu o último sorriso às 13:45 hs do dia 7 de janeiro de 1978, alguém se arriscaria a arrumar treta?

Rogério Ceni - algum cargo administrativo genérico, daqueles que tem em qualquer empresa. Vai de calça social e camisa, sem gravata - mas usa a dita em reunião importante. Ou cover do Luciano Huck, sei lá.

Júlio César - vendedor em loja de artigos esportivos, sempre prestativo a ajudar aquela menina lindinha a experimentar os Nike Shox. Usa agasalho no emprego, sem cueca, para ficar com as partes balançando e achar que está abafando. Se morasse em Curitiba, iria na Woods pra balada, certeza.

Cafú - trabalharia no setor de xerox da empresa, sempre sorridente e com aquela vozinha simpática e inofensiva. Após anos de labuta, chegaria à gerente do almoxarifado. Aquele cara que todo mundo gosta na empresa (se bem que ele tem jeito de trabalhar em "firma", que não é o mesmo que "empresa", conceitualmente), trabalha pacas, mas sempre tem um mais ligeiro que passa na frente dele (e isso não é ironia pelo "pique" atual dele na seleção).

Lúcio - estoquista, cuida da empilhadeira. Daqueles emburrados com o mundo. E que só piora quando o pessoal fica de sacanagem dizendo que tem duas taturanas na testa.

Juan - o Francis diz que ele tem "cara de coitado", e não achei uma definição melhor. Sei lá qual seria o emprego dele, mas certeza que era aquele guri que todo mundo ficava dando chute na bunda durante o recreio. É, coitado.

Roberto Carlos - além de cover de Tartaruga Ninja? Até tem jeito de segurança, também - ia ser bacana expulsando cliente do local com chute de três dedos em curva - mas é difícil impor respeito quando 70% da clientela seria mais alta que você. Ajudante de motorista de caminhão combina também.

Cicinho - pagodeiro chic, tipo aquele Vavá. Nasceu em classe média, o sonho do pai era Direito ou Medicina, mas ele se conformou quando o filho comprou o primeiro BMW 95 após o primeiro tour pela periferia. Vai largar na mão, logo, os companheiros que ralaram com ele desde o início pra sair em carreira solo - que não vai dar certo e ele só vai aparecer nos jogos do programa do Gilberto Barros na Band. O pai vai chorar pela medicina de novo.

Luisão - motorista de busão, linha Interbairros II. Sério, mas educado, raramente xinga o pessoal que fecha ele nas ruas, e se preocupa em ver se aparece aquela rodela de suor no sovaco durante o dia. Tem dois filhos - Antônio José e Maria Aparecida - e uma casinha confortável no Bairro Alto. "Common People" total.

Cris - não sei se é essa profusão de carecas, ou de falta de inteligência, ou ambos, que me faz pensar em tantos seguranças na seleção...

Gilberto - carrinho de hot-dog na esquina. Boa praça, tem bastante movimento, apesar de não conseguir juntar dinheiro para comprar mais dois carrinhos está sempre com a cara tranqüila. Inventou agora um dog novo, o Centroavante, com 4 salsichas e um pão do tamanho daqueles grandes do Subway.

Emerson - fez Administração de Empresas numa universidade dessas mambembes, com muito esforço - mais por se lascar pra pagar os estudos trabalhando, ele até é esperto. É sub-chefe do setor de Compras e tem uma esposa que vive sendo cantada pelo chefe - por sorte ela é fiel. Não é tão ruim, imagina se ele fosse jogador de futebol, e tivesse de ter começado a carreira jogando pelo Pelotas? (ops)

Ronaldinho - ele não participou do clipe do "Thriller"? Sério? Ah, bom. Bem, se um dia fizerem uma versão da "Era do Gelo" com aquele esquilinho tomado pelo capeta, já sabem onde arrumar o modelo.

Kaká - bancário, facinho. Daquele que anda de camisa pólo Lacoste (falsa), calça estilo jeans mas de tecido, blusão indefectível jogado nas costas e sapato meio dockside. Tem CD da Marisa Monte, Gal, Chico, Caetano e qualquer outra coisa que a Veja elogiar - mas pra ficar na estante e só ouvir quando faz fondue pros amigos. Faz todas as caixas da agência suspirarem mas vive na volta daquela secretária gostosíssima do gerente, que tem um namorado que é guitarrista. Mesmo assim, já comprou um CD do Jack Johnson para dar de aniversário pra ela - quando o certo era comprar um do Simple Plan. Trouxa. Queria morar sozinho, mas ainda vive com os pais. Tem um Gol mas queria ter um Golf. Ah, chega, vocês conhecem o tipo.

Zé Roberto - inteligente e articulado, mas a timidez atrapalha. Encaixa bem em qualquer profissão, é aquele que quando o chefe sai ele fica no lugar, mas manja aquela música do Ultraje, "Terceiro"? Pois é.

Gilberto Silva - motorista de táxi, dos raros que não conversa com o passageiro. Quase conseguindo o dinheiro pra comprar o segundo carro. Esposa bonita e carinhosa, mas outro dia caiu nas conversas de uma passageira e agora tá arrependido e de consciência pesada. Não vai falar pra ela, não vai aprontar mais, mas vai carregar o peso pro resto da vida.

Mineiro - cuida do bar na beira da praia no Costão do Santinho. O bar do resort mesmo, diga-se - sua cara alegre e o fato de nunca se irritar com os turistas que chama ele de Fusquinha de Porta Aberta, pelas suas orelhas, fizeram ele ganhar o posto. Sempre sorridente - na verdade ele só se irrita, mas não deixa transparecer, quando perguntam se ele é aquele Moisés que passou pelo Big Brother.

Juninho Pernambucano - gerente técnico, pois fala bem, sempre calmo e ponderado, o que ajudou no trato com o pessoal do atendimento em campo - nunca briga com ninguém. Os olhos claros e o jeito de come quieto também ajudaram na carreira - até porque passou um sal na gerente da filial. E não falou pra ninguém.

Ricardinho - qualquer emprego fedidinho, mas sempre puxando o saco do chefe até não poder mais, dedurando colegas e tomando cafezinho com a gerência. Qualquer semelhança com a vida real NÃO é mera coincidência. Eu vou de vendedor de carro usado ou despachante. Exceção, não pode ser garoto propaganda de Grecin 2000.

Adriano - mais um segurança...ok, jogador de vôlei de praia. Ou bar de praia de resort também, mas ao invés de atender bem os clientes como o Mineiro ele atende bem AS clientes, especialmente as alemãs e escandinavas, que vêm ao Brasil para ver a coisa ficar preta.

Ronaldo - não está na hora do Ronald McDonald se aposentar? Garoto propaganda melhor não há, e até o nome é parecido. Sem bem que os sanduíches do Mac são pequenos...a Burger King tá perdendo uma ótima sacada - "nossos sanduíches e nosso Ronald são maiores!"

Fred - atendente de call center. Mais um "Common People" total, mas com alguma sorte - como os australianos perceberam.

Robinho - chapeiro do McDonalds, repararam como eles são todos mirradinhos como ele? Ou então filho do Pelé, não sei como não pediram DNA ainda - parecido, boleiro, e ainda morando em Santos, se o "entende?" emprenhou gente no mundo inteiro, é muita coincidência.

1 comment:

Marcio K said...

Tomei um senhor esporro por causa desse texto.